Este artigo foi escrito por:
LUIZ DINIZ
O TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade parece ser uma doença que surgiu em nossa sociedade nas últimas décadas, no entanto ela existe há mais tempo do que podemos imaginar. O que de fato temos de novo é o maior conhecimento científico e diagnósticos mais criteriosos para avaliar e identificar este transtorno, em especial nos últimos 40 anos.
A neurociência ainda investiga a psicogênese do TDAH, onde busca compreender a origem e desenvolvimento de como esse transtorno se forma e se manifesta ao longo do desenvolvimento psicológico e neurobiológico do indivíduo. Embora o TDAH seja reconhecido como um transtorno do neurodesenvolvimento, sua origem é multifatorial, envolvendo tanto fatores biológicos (herança genética, alterações neuroquímicas, desenvolvimento cerebral) quanto psicossociais (ambiente familiar, escolar, social).
Com a inclusão deste transtorno no DSM III (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), 3ª edição, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria em 1980, e mais recentemente pela 5ª edição em 2013, onde reconheceu o TDAH em adultos, e principalmente com os avanços da neurociência dos últimos anos, podemos ter hoje uma maior precisão nos diagnósticos deste transtorno.
Hoje sabemos que o quadro clássico do TDAH é geralmente formado por uma combinação de três fatores, neurobiológico, genético e ambiental.
O diagnóstico do TDAH em crianças pode variar dependendo da faixa etária.
Na idade de 3 a 5 anos os sinais mais comuns são:
· Hiperatividade motora: não para quieta, corre, sobe em móveis, mexe em tudo.
· Baixa tolerância à frustração: explosões de choro ou raiva fora do esperado.
· Dificuldade em esperar a vez: interrompe, grita, exige atenção imediata.
· Atenção inconsistente: não consegue se concentrar em uma brincadeira por muito tempo.
Nesta idade não é fácil diferenciar TDAH de um comportamento normal de uma criança ativa. A intensidade e os distúrbios na relação com outras crianças podem ajudar no reconhecimento dos sinais.
Na idade de 6 a 12 anos os sinais mais comuns são:
· Desatenção: perde os materiais da escola, esquece obrigações.
· Desorganização: dificuldades para seguir as rotinas, tarefas incompletas.
· Hiperatividade: inquietação constante, mexe mãos e pés, não consegue ficar sentado tranquilo.
· Impulsividade: responde sem pensar, interrompe colegas/professor, fala demais.
· Problemas acadêmicos: notas baixas por distração e descuido, não por incapacidade.
· Problemas sociais: pode ter dificuldade em manter amizades por ser impulsivo ou não respeitar regras de grupo.
Os sinais do TDAH em adultos podem se assemelhar aos da criança, mas se manifestam de maneiras diferentes. A hiperatividade física na infância, por exemplo, muitas vezes dá lugar a uma agitação interna no adulto.
Na idade adulta os sinais mais comuns estão relacionados à dificuldade de manter a atenção e foco, dificuldade com organização, impulsividade e inquietação interna. Estes sinais podem se manifestar de diferentes formas, como:
· Desatenção ou dificuldade em manter foco em tarefas prolongadas.
· Esquecimento frequente de compromissos, prazos ou objetos pessoais.
· Desorganização (agenda, ambiente de trabalho, finanças).
· Dificuldade em concluir tarefas, começa uma atividade, mas não finaliza.
· Tendência a procrastinar, mesmo em atividades importantes.
· Hiperatividade interna, sensação constante de inquietação, mente acelerada.
· Fala excessiva e/ou aceleração no pensamento.
· Impulsividade, tomada de decisões precipitadas (compras, mudanças de emprego, relacionamentos).
· Dificuldade em esperar a vez em conversas ou reuniões, interrompendo os outros.
· Reações emocionais intensas e desproporcionais (explosões de raiva, frustração).
· Mudanças frequentes de interesse ou de metas.
Diante de qualquer sinal do transtorno de TDAH, procure imediatamente ajuda. Com o tratamento adequado, a pessoa com este transtorno será capaz de retomar o controle de suas emoções e uma vida mais tranquila e produtiva.
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