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A influência dos hormônios em nossas emoções

Este artigo foi escrito por:
LUIZ DINIZ

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A influência dos hormônios em nossas emoções

A influência dos hormônios em nossas emoções

Os diferentes tipos de hormônios que produzimos em nosso corpo não desempenham somente funções vitais no controle de processos biológicos.  Eles exercem um papel fundamental em nosso humor e até mesmo em nosso comportamento. Além disso, qualquer desequilíbrio hormonal pode afetar nossa percepção da realidade e em casos mais graves desencadear um quadro depressivo.

A influência dos hormônios em nossos pensamentos e comportamentos é muito maior do que imaginamos. Embora não percebamos, os hormônios agem silenciosamente influenciando nosso humor, nossa disposição física e nossas reações diante dos acontecimentos em nossas vidas.

Os hormônios são pequenos mas poderosos mensageiros proteicos responsáveis ​​pela regulação de uma infinidade de processos metabólicos que navegam em nosso cérebro, influenciando nossos comportamentos e pensamentos.

Os hormônios exercem suas influencias através de reações químicas em nosso corpo. Através da corrente sanguínea se comunicam com todos os tecidos e órgãos que regulam nosso desenvolvimento, nosso equilíbrio interno e o nosso bem-estar.

Nosso organismo é originalmente programado para funcionar de maneira equilibrada. Denominamos este estado de equilíbrio como homeostase, onde os hormônios exercem um papel fundamental. A homeostase   é o processo pelo qual nosso organismo mantém constantes as condições internas necessárias para a vida, mesmo diante de variações externas. Essa capacidade envolve a regulação de processos fisiológicos, como a temperatura corporal, a absorção e eliminação de substâncias, garantindo um ambiente interno estável e equilibrado.  entanto, qualquer pequena alteração pode causar um forte impacto sobre a nossa saúde, nosso estado de ânimo e o nosso comportamento.

Para manter nosso corpo saudável e evitar desequilíbrios hormonais é importante manter um estilo de vida saudável, com boa alimentação, praticar regularmente exercícios físicos, manter uma boa qualidade da saúde psicoemocional, além de realizar regularmente checkup médico ou mesmo visitar um médico de sua confiança. 

Veja abaixo um pequeno resumo com informações sobre alguns dos principais hormônios associados ao nosso estado de ânimo.

Os hormônios e suas influencias

1. Cortisol

O cortisol é o hormônio que nos prepara gerando energia para as atividades do dia. Ele está também associado aos estados de estresse e ansiedade. No entanto, a sua mera presença no nosso corpo não significa que perderemos o controle ou experimentaremos um estado de ansiedade. A chave está na quantidade que é liberada, no equilíbrio.

O cortisol é um hormônio sintetizado a partir do colesterol nas glândulas localizadas em nossos rins (suprarrenais ou adrenais). Quando secretado no sangue, produz a energia que necessitamos para levantarmos pela manhã e iniciar as tarefas e atividades diárias, bem como para reagirmos diante de situações que o nosso cérebro interpreta como perigosas.

No entanto, se produzimos em excesso, este hormônio pode gerar um estresse acima do normal resultando em diversos tipos de doenças para nosso corpo.

Um exemplo muito comum são mulheres que experimentam um aumento excessivo de cortisol no sangue durante a gestação, tendo como consequência um maior risco de depressão pós-parto.

2. Oxitocina

A oxitocina é conhecido como o hormônio do amor.  Composto por nove aminoácidos, regula a maioria dos nossos comportamentos sociais, como os relacionamentos de casal, a sexualidade, a amizade, a necessidade de afeto, a amamentação, etc.

Uma queda nos nossos níveis de oxitocina pode contribuir para o aparecimento dos estados depressivos, tristeza, desamparo, como também a falta de empatia.

3. Melatonina

A melatonina sempre provocou grande interesse nas instituições científicas e seus pesquisadores. Sabemos que regula os nossos ciclos de sono e vigília. No entanto, nos últimos anos, comprovou-se que esse hormônio também retarda o envelhecimento precoce e atua como um protetor neurológico.

A melatonina ou a N-acetil-5-metoxitriptamina é um hormônio sintetizado a partir do triptofano e produzido na glândula pineal. Um nível adequado deste hormônio favorece o nosso descanso e também sincroniza os ritmos dos nossos neurotransmissores cerebrais.

Por sua vez, um déficit de melatonina não causa somente insônia. Podemos experimentar também um enfraquecimento dos nossos processos cognitivos (menos atenção, perda de memória…), e ainda um maior risco de doenças neurodegenerativas.

 

4. Os hormônios da tireoide

Os hormônios tireoidianos são macromoléculas cujo equilíbrio preciso, favorece o nosso bem-estar, o nosso estado de espírito e a saúde. Eles interferem em praticamente todos os processos metabólicos e funcionais do nosso organismo que regulam o universo endócrino onde o T1, T2, T3, T4, e TSH desempenham um papel indispensável.

Para que a tireoide desempenhe o seu trabalho de forma harmônica e precisa, ela necessita de matérias-primas, como o iodo ou vitamina B12. Curiosamente, estes são dois elementos que geralmente não estão muito presentes nas nossas dietas aqui no ocidente.

Qualquer irregularidade na tireoide, tanto se ela trabalhar de forma deficiente ou em excesso, causará distúrbios como o hipotireoidismo ou o hipertireoidismo.

5. Adrenalina

Como dizem, a ansiedade é um monstro que se alimenta da adrenalina. No entanto, esse tipo de hormônio é realmente tão negativo? De modo algum!  Estamos diante de uma substância polivalente, como a dopamina ou a oxitocina.

A adrenalina tem um enorme impacto sobre o nosso comportamento. Graças a ela, ativamos o nosso instinto de sobrevivência, nos motivamos para sermos melhores a cada dia, a desfrutar dos nossos relacionamentos, a sermos mais produtivos no trabalho ou no esporte…
No entanto, um excesso de adrenalina no nosso organismo provoca estados de ansiedade. Por outro lado, um déficit nos níveis de adrenalina causa depressão, baixa motivação, desinteresse, apatia, indecisão…

 

6. Endorfinas

As endorfinas são, sem dúvida, os nossos hormônios preferidos. Existem cerca de 20 tipos de endorfinas no corpo humano e estão distribuídas em várias áreas: na glândula pituitária, em outras partes do cérebro e no sistema nervoso.

Esses compostos químicos interagem com os receptores opioides neuronais para reduzir a percepção da dor e agem da mesma maneira que a morfina e a codeína. Além disso, uma boa “dose” de endorfinas nos faz experimentar estados de euforia e bem-estar, algo que costuma acontecer quando, por exemplo, realizamos tarefas que o nosso cérebro considera como “positivas”, como praticar esportes, desfrutar das nossas amizades, da comida, da sexualidade…

Para concluir, podemos dizer que existem muitos outros tipos de hormônios que regulam o nosso humor, como a progesterona, a testosterona ou as catecolaminas. No entanto, os que mostramos aqui são os mais comuns, aqueles que mais produzem alterações no nosso organismo e aos quais, sem dúvida, deveríamos dar mais atenção.

Além disso, é importante ressaltar que, diante de qualquer desconforto, mudança de humor ou alguma irregularidade, seja no nosso corpo ou no nosso comportamento (fadiga, apatia, perda súbita de energia…), é importante procurar o nosso médico. Os problemas hormonais podem ser tratados e, dessa forma, podemos recuperar o comando da nossa vida.
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